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terça-feira, 2 de março de 2010

Balanço Final das Actividades



Como reflexão inicial, permita-se-me uma primeira referência: no início deste semestre, quando a Docente solicitou aos alunos que criassem um blogue para a UC de Métodos de Investigação em Contexto Online, houve alguma rejeição inicial da ideia. Os alunos pediram para integrar as mensagens no blogue já criado no início do Mestrado, com a etiqueta MICO. A Docente recomendou que cada aluno construísse o blogue para uso exclusivo desta UC e, neste momento em que faço uma retrospectiva do meu percurso, concordo com a adopção desta última perspectiva:
-torna mais claro, visível e transparente todo o processo de construção de conhecimento;
-se o estudante for organizado, se for construindo as mensagens de forma disciplinada, regular e constante, o processo de apresentação do e-portefólio revela-se o culminar de um caminho percorrido ao longo de vários meses, que é apresentado sem acréscimo de esforço, sem sobrecarga de trabalho para o aluno.
Nesta perspectiva, o blogue será também um suporte fundamental para o segundo ano, que agora se avizinha, e as definições que nele inscrevi foram pensadas já com a finalidade de organizarem a informação relativa à bibliografia lida, bibliografia online, recursos online, revistas online e instituições académicas. Assim, ser-me-á fácil ver ferramentas para realizar questionários online ou para fazer a análise de conteúdo, revendo facilmente as mensagens, os recursos, as aplicações ou as mensagens colocadas durante este semestre e nesta UC.

- Participação nas discussões realizadas em fóruns: participei nos fóruns que tiveram lugar no que diz respeito aos três temas “O Processo de Investigação”, “A Recolha de Dados” e “A Análise de Dados”. Participei com conhecimento dos temas, revelei atenção às mensagens dos colegas, procurei deixar mensagens éticas, que complementavam, esclareciam ou desenvolveriam temas abordados pelos outros colegas, num espírito de respeito e colaborativo.

- Auto-avaliação das contribuições pessoais no marcador social: deixei diversas contribuições ao longo do semestre, com a etiqueta LM. Os sites propostos enquadram-se nos temas que estivemos a estudar, e pretendiam contribuir para o trabalho do grupo e reflectir a pesquisa individual. Os estudos ou artigos são de instituições académicas reconhecidas ou de revistas online reconhecidas.

- Portefólio: o meu blogue é o reflexo das minhas pesquisas, da minha opinião sobre os diferentes temas, sobre os textos e sites consultados, e com alguns materiais que construí individualmente ou com a minha colega do grupo Encontros, Teresa Rafael, a saber:

- um Slideshare sobre o questionário como método de investigação– post de 23 de Novembro;
- um ISSUU sobre o uso de questionários como técnica de análise da dados-27 de Novembro.

Individualmente, também deixei os seguintes conteúdos publicados:
- um ISSUU sobre a entrevista semi-estruturada– post de 13 de Dezembro;
- um ISSU relativo à comparação entre a entrevista e o questionário– post de 1 de Janeiro;
- um Voicetrhead sobre análise de conteúdo, inserindo os meus comentários no PP apresentado pela Professora Alda Pereira– post de 21 de Fevereiro;
- um Slideshare sobre Bardin e a análise de conteúdo– post de 21 de Fevereiro;
- um YUDU sobre interacções online relativas a um caso português , temática em que tive mais dificuldade em encontrar bibliografia– post de 27 de Fevereiro;
- um YUDU sobre as interações discursivas– post de 1 de Março.
A inserção deste suportes, visualmente mais apelativos num blogue, vem espelhar as reflexões pessoais, sintetizadas através dos referidos objectos de aprendizagem.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Interacções discursivas I

Deixo um pequeno resumo que julgo seguir melhor as orientações. O artigo anterior analisava as interações, mas não focava o discurso produzido nesse âmbito. Esta temática revelou-se difícil de pesquisar por ter encontrado vários artigos que abordavam as interacções tutor/aprendente, mas sem se centrarem na análise do discurso.




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Artigo: Interações Discursivas: conflitos necessários à construção do conhecimento em
comunidades virtuais de aprendizagem (2008)de Cláudia Zank, Lourenço de Oliveira Basso e Liliana Maria Passerino.acedido em 1 de Março de 2010 [http://www.cinted.ufrgs.br/renote/dez2008/artigos/2c_claudia.pdf]


Introdução

Tomasello(2003) refere que interpretações diversas e de cariz conflituoso podem ser expressas pelos conteúdos semânticos do discurso. No caso das crianças, este autor aponta três discursos conflituosos:
-resolver opiniões discrepantes;
-tentar entender e reformular as partes de sua expressão linguística que os outros não conseguem entender;
-tentar entender e coordenar sua própria perspectiva e a do outro que está comentando essa perspectiva.
Para este autor, a utilização de símbolos linguísticos em interacções discursivas, que incluam contraste de perspectivas, colabora para que a criança construa representações cognitivas flexíveis e com diferentes visões, que dariam à cognição um poder singular.

Interação discursiva, conflito e construção do conhecimento em CVA


O presente trabalho foca duas comunidades virtuais de aprendizagem e analisou as interações discursivas de usuários em ferramentas de comunicação síncrona (chat) e assíncronas (e-mail e fórum).
O estudo foca recortes do discurso ou ocorrências discursivas que tiveram lugar nos diferentes tipos de comunicação já indicados e procura aplicar a tipologia do discurso conflituoso de Tomasello:
- interação discursiva de discordância – apontam-se exemplos de segmentos em que os interlocutores, numa discussão num fórum, têm conhecimentos diferentes do tema e a reacção de um dos sujeitos passa a ser um processo de construção
EX: cita-se, neste artigo, a forma como um dos intervenientes, no seu processo construtivo do conhecimento, começa por referir que “Vygotsky NUNCA usou o termo "ideologia” , para numa interacção posterior aceitar o conceito de ideologia e, por fim,aceitar o conceito e estabelecer outras relações;
- desta forma, no exemplo citado apara além de tentar resolver opiniões discrepantes, também reformulou a sua própria perspectiva;
- quando as discussões se dão de forma aberta, outros interlocutores podem tomar parte da interação discursiva e construir o seu próprio conhecimento, juntando-se à discussão do grupo;
- o sujeito é levado a (re)formular o seu próprio pensamento a partir da perspectiva do outro.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Interacções online - I

Artigo:"Mediação Pedagógica Online: Análise Transversal de Ferramentas de Interação" de Jocelma Rios, Renê Pimentel e Bento D. Silva in IV Colóquio sobre Questões Curriculares - 2 a 4 de Setembro de 2008 UFSC, Brasil acedido em 27 de Fevereiro de 2010 em [http://repositorium.sdum.uminho.pt/handle/1822/10036]

Quando escolhi o artigo, tive em linha de conta que se centrava num AVA que me interessa – plataforma MOODLE – e utiliza como recurso o fórum. O contexto em que se centrou este estudo foi num Curso de Especialização Lato Sensu em Gestão Escolar, que foi promovido pela Universidade da Bahia. Numa fase inicial, envolveu dez universidades federais brasileiras, no âmbito do Programa Nacional Escola de Gestores da Educação Básica. Uma das finalidades do estudo apresentado centrou-se na interactividade entre os intervenientes, assim como o apoio dos professores e apoio dos alunos.


No meu resumo, irei centrar-me apenas nos pontos que se prendem mais directamente com o tema em questão.


1- Mediação Pedagógica na Educação Online


A introdução das TIC na educação trouxe novos desafios às escolas e a importância cada vez maior de redes sociais, do exercício da cidadania contextualizado numa visão diferente do quotidiano, dos valores e das crenças, formando cibercidadãos, mobilizou os professores para assumir papéis diferentes dos desempenhados até agora.


É num quadro com uma amplitude ainda maior do que aquele aqui traçado que o professor necessita de estar cada vez mais atento às interacções desenvolvidas em espaços escolares.


Este estudo cita Silva e Gomes (2003) e Gonzalez(2005), indicando um conjunto de recomendações relativas a uma experiência de trabalho colaborativo na Internet, das quais destaco apenas algumas:


-Conhecer melhor as percepções dos alunos em relação ao trabalho de grupo;


-Transmitir aos alunos a ideia que não seriam penalizados pela partilha de ideias e sugestões, mas antes beneficiados;


-Tomar medidas concretas no desenvolvimento do trabalho, nomeadamente, a definição de prazos-limite;


-Incluir nas actividades sujeitas à avaliação a relevância das mensagens enviadas para o fórum;


-Incentivar a organização do tempo disponível para as actividades propostas, distribuindo-o entre leituras, pesquisas e tarefas;


-Estimular a discussão sobre os temas abordados com outros colegas;


-Orientar no uso de técnicas de resumo.


Estas recomendações exigem um professor que irá mediar as participações de forma criativa, disciplinada e colaborativa.


2- AVA Moodle


De entre os diferentes AVA, este tem sido um dos mais utilizados tanto nas escolas públicas do ensino básico e secundário e, sobretudo, nas universidades. De entre as diversas vantagens, esta plataforma propicia a aplicação de estratégias pedagógicas de cariz construtivista, promovendo a autonomia e a interacção.


3- Fóruns: interacção assíncrona


Um dos desafios que se colocam ao professor nos cursos online é promover uma participação activa, orientada e que seja catalizadora duma reflexão colectiva. Por isso, devem ser conhecidas por todos as regras que definem essa participação e o que se espera das discussões online.


Esta pesquisa avalia a dimensão da interactividade dos intervenientes, concluindo que a actuação e interactividade do mesmo professor, em turmas diversas, nem sempre é avaliada da mesma forma.


Algumas das conclusões do estudo são as seguintes:


- a percepção do que é uma boa interactividade é um conceito complexo e nem sempre consensual;


- um factor destacado é a disponibilidade do professor num curso online.


Existem também aspectos que contribuem negativamente para as interacções de um curso online:


- a dimensão do grupo (os grupos muito grandes são frequentes) dificulta o acompanhamento adequado por parte do professor, e a compreensão das discussões em fóruns e/ou chats, por parte dos próprios aprendentes;


-a escassez de encontros presenciais dificulta o estabelecimento das relações interpessoais;


-a interação online, concentrada exclusivamente na mediação pedagógica realizada pelo professor, pode não ser suficiente para promover a participação do aprendente;


-a pouca disponibilidade online do professor, muitas vezes pelo pensamento equivocado de que o estudante deve ser autónomo, dificulta a efectivação de uma comunidade de aprendizagem e, muitas vezes, estimula a evasão;


-a falsa expectativa que o curso online é mais fácil, ou menos rigoroso, que o curso presencial, faz com que muitos estudantes abandonem os cursos.

Análise da minha análise da entrevista




Esta análise da minha entrevista é feita na sequência dos seguintes procedimentos:
- realização da entrevista e sua divulgação na plataforma;
- análise da entrevista, utilizando uma matriz de análise dos conteúdos;:
- fiabilidade intracodificadores – análise de conteúdo pelo colega Joaquim;
- análise do conteúdo da entrevista pela Professora Alda Pereira, incluindo ainda um interpretação da referida entrevista.
Aproveito para deixar um apontamento breve dos aspectos essenciais desta análise:
- o EaD surge referido como um recurso, também tive a mesma percepção e, ao associar o EaD com a telescola, a questão etária não será totalmente alheia;
- a percepção relativa à fiabilidade e credibilidade do EaD (ou à sua falta) é comum a muitos dos entrevistados, no caso da minha entrevista, o entrevistado, de alguma forma, interliga-o com vendas online ao referir : "Nunca necessitei. O mais próximo que estive foi ao telefone com um instrutor enquanto tentava entender um site da Elsevier. "
- num último ponto, a Rosalina refere que "Isto porque eu fiz a pergunta, mas, pela resposta (Acho que fazes bem.) achei que não deveria explorar mais. Fiquei com a sensação que o meu amigo não queria dizer mais do que já tinha dito. Pergunto-me se a presença física poderia ter provocado outro tipo de resposta... "; no entanto, no meu caso, não terá sido tanto a proximidade física que terá influenciado as respostas do final da entrevista, mas antes a proximidade afectiva do entrevistado comigo -"senti" alguma inibição do entrevistado ao expressar a sua opinião. A solução seria fazer uma segunda entrevista com a finalidade de esclarecer este aspecto;
- a interpretação da entrevista, esquematizando o seu conteúdo para ser mais visualizado mais facilmente, ajudou-me a clarificar as relações de conteúdo;
- na minha análise, que era substancialmente diferente da proposta de análise depois revista, estava longe, também da análise final apresentada pela Professora Alda Pereira, com balanço, diria que me faltou “esmiuçar”muitos dos pontos da entrevista, especialmente na parte final;



-L. Bardin refere que o investigador «tendo à sua disposição resultados significativos e fiéis, pode então propor inferências e adiantar interpretações a propósito dos objectivos previstos - ,ou que digam respeito a outra descobertas inesperadas. Por outro lado, os resultados obtidos, a confrontação sistemática com o material e o tipo de inferências alcançadas podem servir de base a uma outra análise disposta em torno de novas dimensões teóricas»(Ibidem, pp.127-128). Este tratamento dos dados, as inferências que se podem propor são resultado de um processo conplexo e moroso, no qual o tempo e distância em relação a essas mesmas inferências ajudam a apurar os resultados obtidos.

Bibliografia
Anderson,T.. Hanuka, H. (2003) "e-Research: Methods, Strategies and Issues".
Stake,R."A Arte da Investigação com Estudis de Caso". Lisboa. Fundação Calouste Gulbenkian
Bardin, L. (2008). Análise de Conteúdo. Lisboa: Edições 70. (Obra original publicada em 1977).

Interacções online



A propósito do tema interacções online, encontrei um blogue de Fernando Pimentel com referência ao tema e a uma tese recente.


O crescimento e as especificidades da EAD no Brasil têm promovido uma série de singularidades sobre a formação da equipe que elabora e desenvolve os cursos. A presença do tutor, apesar de ser questionada por vários estudiosos da área, apresenta-se como necessária para o desenvolvimento dos cursos, e os estudos sobre a sua participação no processo de ensino-aprendizagem visam analisar suas funções em acompanhamento ao aluno e têm como princípio as interações que realiza no Ambiente Virtual de Aprendizagem. Esta pesquisa analisa como as interacções entre o tutor e o aluno nos fóruns de discussão, realizados em um AVA, contribuem de forma significativa para o desenvolvimento cognitivo do aluno.

Os estudos acerca das interacções, de suas formas e tipos podem não só contribuir para o entendimento das funções do tutor na EAD mas também desta modalidade de ensino, em franca expansão.

A metodologia utilizada para a realização desta pesquisa qualitativa online foi o estudo de caso e envolveu duas fontes de dados: leitura com análise e categorização dos registros dos tutores nos fóruns de discussão nas disciplinas escolhidas e observação direta das interações dos tutores nos fóruns de discussão presentes no Moodle Ufal.

A pesquisa foi desenvolvida a partir de levantamento de dados bibliográficos e webgráficos, coleta de dados, tabulação e análise dos dados. Os resultados encontrados apontam que os tutores usam vários tipos de interacção, nem todos favoráveis para o processo; aponta também para uma interacção mútua e colaborativa como as mais indicadas para a atuacção do tutor no processo ensino-aprendizagem, acompanhando os alunos e conduzindo-os a uma participação mais efectiva.

Ainda enquadrado neste tema, deixo uma apresentação do trabalho intitulado "Estratégia de interação on-line: um estudo no contexto de falantes da língua portuguesa de Portugal" de Querte Mehlecke, Liane Tarouco, Margarete Axt, Alda Pereira e Janete Costa.(2006). acedido em 27 de Fevereiro de 2010 em [http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=7554161445523148553&postID=1151930738776023510]



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domingo, 21 de fevereiro de 2010

Balanço sobre a análise de conteúdo



O processo de análise de conteúdo da entrevista realizada não foi isento de dificuldades. Apesar das consultas realizadas, nomeadamente da leitura de teses em que o método foi utilizado, as dúvidas continuavam a surgir. Consultada a bibliografia recomendada, senti dificuldade em distinguir, logo no início, as unidades de contexto e de registo, até porque autores diversos nem sempre s~so consensuais.

Este é um processo delicado e esta análise do investigado deve estar distanciada no tempo por forma a “criar” distância da sua própria leitura e análise.

Como balanço final, acrescentaria que este é um processo que levantou algumas das questões com as quais nos iremos debater posteriormente, quando passarmos para o momento da elaboração da tese. Muitas das dúvidas e questões irão voltar a surgir, tal como agora. Mesmo iniciando esta análise pela leitura global da entrevista, não deixarão de voltar a aparecer dúvidas sobre as categorias, subcategorias, mas já temos a vantagem de ter uma experiência inicial, com uma entrevista a um amigo, analisada à luz de uma matriz de conteúdos.

Para terminar, fica o registo deste VoiceThread com as orientações preciosas da Professora Alda Pereira.


quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Realização da entrevista semi-estruturada



Decorreu, durante o mês de Dezembro, a elaboração do guião da entrevista semi-estruturada, actividade desenvolvida pelos alunos que constituem o corpo discente desta UC. A actividade foi muito participada por todos os elementos, tendo sido debatidas diversas linhas e perspectivas, nomeadamente:
- a estrutura da entrevista;
- dimensão do guião relativamente às questões e à tipologia de perguntas;
- selecção de entrevistados;
- ferramenta mais apropriada para concretizar a entrevista.
Neste momento, já seleccionei o meu entrevistado, informei sobre a finalidade desta entrevista, solicitei autorização para fazer o tratamento e divulgação de dados considerada necessária e estou, agora, a tratar da transcrição desta conversa" entre amigos".
Para a selecção do meu entrevistado, foram ponderados diferentes aspectos, a saber:
- disponibilidade do entrevistado para participar neste projecto - seria difícil recusar a participação, uma vez que foi um dos motores/alicerces que me incentivaram a inscrever neste Mestrado;
- formação académica do entrevistado, passível de transmitir uma visão particular, fundamentada e crítica sobre EaD;
- percurso profissional diversificado e rico, com contacto e experiência profissional do sector público ao privado, com formação académica ocorrida ao longo da vida, com algum conhecimento das novas tecnologias da informação e comunicação nas suas funcionalidades básicas.




A propósito da entrevista semi-estruturada, ficam aqui algumas notas sobre a obra "e-Research Methods, Strategies, and Issues" de Terry Anderson & Heather Kanuka:
- começar com o envio dos convites aos entrevistados;
- informar os entrevistados sobre o objectivo, contexto, detalhes sobre o estudo e a entrevista;
- linguagem apropriada, não ao estudo, mas aos destinatários linguagem directa, simples,objectiva, por vezes, mesmo afectuosa/cativante;
- para que a entrevista ganhe significado, deve ser precedida de uma conversa informal que facilite a comunicação;
- com o decorrer da entrevista, o e-investigador pode sentir necessidade de rever perguntas ou reestruturar as questões, de as reordenar ou introduzir questões novas;
- utilizar um técnica apropriada para a formulação das questões (pouco ambíguas, reduzindo a possibilidade do e-investigador ser mal interpretado ou mal compreendido, criando uma atmosfera de respeito pelas opiniões do entrevistado;
- colocar as perguntas mais sensíveis a meio da entrevista;
- na análise dos dados e do conteúdo, identificar palavras, ideias, conceitos recorrentes, estando o e-investigador consciente de que a sua investigação pode influenciar outros investigadores futuros.

Bibliografia
Anderson,T.. Hanuka, H. (2003) "e-Research: Methods, Strategies and Issues".
Stake,R."A Arte da Investigação com Estudis de Caso". Lisboa. Fundação Calouste Gulbenkian
Bardin, L. (2008). Análise de Conteúdo. Lisboa: Edições 70. (Obra original publicada em 1977).

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

A Entrevista VS O Questionário



Da comparação entre as características da entrevista e do questionário, resultam os seguintes dados.





Fonte:ver aqui.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Entrevista semi-estruturada



Uma apresentação sobre a entrevista semi-estruturada.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Uma apresentação sobre a entrevista.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

O uso de questionários - análise de uma tese

Partindo da nossa análise de uma tese, eis uma apresentação mais apelativa.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Questionários online I

Conheço por experiência própria o formulário do Googledocs.

Ainda não utilizei como investigadora, apenas enquanto docente. Tive oportunidade de responder a alguns desses e-questiponários, nomeadamente sobre a utilização da plataforma Moodle no agrupamento onde lecciono. Após a criação do formulário, os destinatários foram informados, mais de uma vez, por mail, sobre a finalidade que tinha presidido à sua elaboração, solicitando-se também a sua participação até uma determinada data. Uma das questões que se levanta é a da percentagem de inquiridos que responde, mas não tenho dados objectivos que me permitam sustentar uma opinião sobre se os questionários online têm maior ou menor participação dos inquiridos do que aqules que se encontram em suporte de papel. O suporte de papel, utilizado tradicionalmente até há pouco tempo, está a ser cada vez mais abandonado.


Os questionários online afiguram-se vantajosos por diversas razões: fácil edição, acesso e distribuição fácil, baixo custo, menor probabilidade de erro nas entradas e no tratamento de dados, a percepção dos participantes de que o anonimato é preservado com segurança, a apresentação mais atractiva.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

terça-feira, 17 de novembro de 2009

A Entrevista

O Processo de Recolha de Dados: a Entrevista

A entrevista é uma importante técnica de recolha de dados para o estudo da Acção Educativa. Pode revestir-se de diversas formas, sendo as mais comuns a entrevista individual ou a entrevista de grupo. As entrevistas também podem mediatizadas por computador ou por telefone. Podem ter uma duração breve ou muito longa, vários meses ou anos, mesmo. Para que a entrevista cumpra em plenitude a sua função, para além de confiança, é necessário que se gere empatia entre o entrevistador e o entrevistado.
As entrevistas podem ser desenvolvidas apenas entre duas pessoas ou no seio de um grupo, abranger um vasto número de temas, ou centrar-se somente num, tratar o tema em profundidade, ter uma estrutura de perguntas rígida ou não. Por exemplo, no caso qualitativo raramente se fazem as mesmas entrevistas a todos os entrevistados, porque se parte do princípio de que cada um tem experiências muito diferentes, ou mesmo únicas, para contar. Nestes casos, uma metodologia aconselhada será a da selecção de uma lista de questões a seguir, na orientação da entrevista, para que o inquirido saiba que há um objectivo pré-definido. Pretende-se um relato de uma experiência, uma explicação e não apenas uma resposta monossilábica. Este procedimento possibilita a comparação de experiências paralelas.

Nesta perspectiva, é válido realizar uma entrevista-piloto para antever dificuldades ou equívocos. O entrevistador, entre outros aspectos, deve:
- saber ouvir;
- fazer um registo da entrevista, gravando-a com o acordo do entrevistado;
- fazer perguntas periódicas de recapitulação; ainda que estas pareçam redundantes servem para confirmar, ou esclarecer, o que ficou dito.


Mas o mais importante não é fazer a mera transcrição ipsis verbis das palavras do entrevistado, mais importante é ser capaz de apreender o que realmente se queria dizer. A simples transcrição é, frequentemente, decepcionante para os entrevistados por causa da utilização de expressões menos felizes, que atraiçoam o que queriam transmitir.

Daí que se reafirme que uma importante qualidade do entrevistador é saber ouvir, reformular questões, pedir esclarecimentos, isto é, ter tempo para escutar.

Bibliografia
Anderson,T.. Hanuka, H. (2003) "e-Research: Methods, Strategies and Issues".
Stake,R."A Arte da Investigação com Estudis de Caso". Lisboa. Fundação Calouste Gulbenkian
Bardin, L. (2008). Análise de Conteúdo. Lisboa: Edições 70. (Obra original publicada em 1977).

Questionários Online

É possível construir questionários online utilizando, por exemplo, um dos formulários do Google doc.. Neste caso, também existem tutoriais que orientam sobre a forma de elaborar um questionário online(- Google doc questionário online http://www.slideshare.net/katv/tutorial-como-elaborar-um-questionrio-no-google-docs) . É ainda possível utilizar o LimeSurvey (e ver no youtube a ferramenta em http://www.youtube.com ) ou um outro suporte , o http://www.questionarios.com/ .
A plataforma Moodle também possibilita a construção de questionários online, em http://elearning.fct.unl.pt elearning@fct.unl.pt , encontram-se estas orientações sobre a construção de questionários online:

O Moodle permite a construção de questionários online, com acesso adaptável às suas necessidades e cujos resultados podem ser exportados para um ficheiro Excel, onde poderá tratar os resultados.
Tarefas:
1. Adicione um questionário à página, seleccionando a opção “Questionário” no menu “Adicio¬nar uma actividade”
2. Configure o seu questionário segundo os seus critérios de disponibilidade, identificação do in-querido e tipo. (Fig.1)
3. Seleccione a opção “Criar novo” para criar um questionário de raíz ou seleccione um dos mo-delos disponíveis no Moodle@FCT. (Fig.2)
4. Clique em “Continuar”.
5. Preencha os campos em branco para adicio¬nar mais informação sobre o seu questionário. (Fig.3)
6. Clique em “Editar questões”.
7. Adicione três questões ao seu questionário, utilizando os botões de ajuda para obter mais informações sobre o tipo de questões e o seu formato. (Fig.4)
8. Pré-visualize o seu questionário, clicando no botão “Reordenar questões/Pré-visualizar”.

A construção de questionários na plataforma Moodle apresenta algumas vantagens: acesso protegido e gestão de perfis de utilizador, fácil gestão de acesso e das actividades.

Os questionários também podem ser remetidos através de mail personalizado, daí que a construção de questionários online seja muito vantajosa por ser de fácil utilização, possibilitando um tratamento dos dados rápido através da exportação dos dados e por ser de baixo custo.

domingo, 15 de novembro de 2009

Análise da tese - Métodos de Recolha de dados

Análise de uma tese

O primeiro aspecto a analisar é o objectivo que se definiu para os questionários. Quanto ao objectivo que presidiu à elaboração e aplicação dos questionários, a autora remete para o Capítulo I, capítulo onde, no ponto 3, se indicam os quatro objectivos gerais do estudo e sua relação com os dois grupos alvo deste estudo. Posteriormente a autora indica dois grupos de objectivos: um grupo aberto e outro fechado, o primeiro sem ter pré-definidos quaisquer comportamentos observáveis nos alunos, obseváveis apenas reacções de entusiasmo ou de indiferença, enquanto que o segundo pretende descrever competências específicas definidas previamente pela docente, reveladas ou não nos trabalhos escritos apresentados pelos alunos.
Os questionários foram aplicados em escolas situadas nos distritos do Porto e de Bragança, para tornar possível uma comparação dos resultados obtidos junto de populações com estilos de vida diferentes, situações geográficas mais desfavoráveis, na dicotomia litoral/interior.
A amostra é identificada objectivamente, os critérios que presidiram à sua selecção também estão explícitos. A selecção das escolas obedeceu ao critério do interesse de professores em participar do estudo, de forma a viabilizar a aplicação dos inquéritos junto dos seus alunos ou junto de outros docentes, assim como a existência de computadores ligados à Internet ligados à escola. De seguida, a autora enuncia as escolas onde foram aplicados os questionários a 350 alunos e a 110 professores, não se efectuando a caracterização destes últimos dada a sua mobilidade profissional. A selecção das escolas dependeu também da existência de elos de comunicação com elementos dessas escolas, estando todos os questionários entregues no final do ano lectico 2004/2005. A faixa etária dos alunos situa-se entre os 13 e os 15 anos, frequentando o 8º ano. Caracteriza também o grupo dos alunos, em função da sua avaliação, no final do segundo período, em Língua Portuguesa.
A autora indica os passos que estiveram subjacentes à construção dos questionários e processo de validação prévia dos questionários. Faz referência à aplicação de dois questionários diferentes, um a ser aplicado aos alunos e outro aos professores, com questões de escolha múltipla e por perguntas fechadas. Para validação, a autora elaborou um versão inicial submetida à apreciação de 20 alunos e 10 professores. “As dificuldades, dúvidas e sugestões dos intervenientes permitiram corrigir aspectos de forma e conteúdo. Assim, foi reformulada a redacção das questões 11 e 12 e acrescentados tópicos às opções da pergunta 12.” acrescenta a autora relativamente ao processo de validação.
Quanto ao tratamento dos dados, a autora utilizou o programa Excel para tratamento estatístico dos dados.
No ponto seguinte, a autora passa à apresentação estatística dos dados, dando uma breve interpretação desses dados, por exemplo, na referência ao acesso à Internet, a autora indica que “ o facto de muitos alunos não possuírem ligação à Rede em casa obriga-os a recorrerem aos computadores da escola. No entanto, a obrigatoriedade de os professores leccionarem aulas de substituição restringiu o pouco tempo livre que os alunos dispunham para as actividades desta natureza”.

Continuamos a investigação sobre questionários online!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

A Arte da Investigação

Sobre este tema, a obra de Robert E. Stake, “ A Arte da Investigação com Estudos de Caso” (2009), refere que parte da recolha de dados é impressionista, com dados obtidos a partir da impressão informal do investigador. Posteriormente, o investigador recolocará/reavaliará essas impressões iniciais. O autor distingue também o investigador qualitativo, detentor de experiência, base para uma boa selecção de dados e que, partindo da sua sensibilidade e cepticismo face à investigação em curso, testa a veracidade e solidez das suas interpretações. Este percurso é fruto de uma reflexão alargada, de um trabalho meticuloso, de troca de abordagens com colegas e tutores, da revisão criteriosa da literatura.
Stake indica um plano, dotado de complexidade, a seguir pelo investigador na recolha de dados, que passamos a citar:
- definição de caso;
- lista de perguntas de investigação;
- identificação dos ajudantes;
- fontes de dados;
- distribuição do tempo;
- despesas;
- relatório pretendido.
O investigador não deve perder de vista o objecto a investigar, deve prosseguir de mente aberta a alterações e situações ou acontecimentos inesperadas. Um dos aspectos a ter em conta é ter um bom sistema de armazenamento de dados, anotando elementos essenciais, do caléndário às despesas, dos contactos aos ficheiros de registo de informação facilitadores de uma boa revisão dos dados recolhidos. Pelo que para além da experiência, sensibilidade e cepticismo, também a capacidade de organização é essencial para o perfil do investigador.
Quanto aos registos utilizados, Staker aponta dois meios: registos de áudio e de vídeo. Os primeiros são fundamentais para o registo preciso das palavras, as segundas podem ter utilidade para complementar uma apresentação oral. Também não se pode deixar à sorte, a selecção das fontes de dados e é a partir da sua intuição que o investigador escolhe a melhor fonte de dados, ora as melhores fontes são aquelas que permitem compreeender o caso em apreço.
O acesso e as autorizações não podem ser descurados num contexto educativo, dado o investigador trabalhar num contexto em que estão envolvidos menores, identidades a proteger, ou instituições educativas com regras concretas. Na perspectiva de Staker, o investigador não deverá preocupar-se em interferir, corrigir ou alterar as situações objecto de investigação, nem esperar que as pessoas admirem o seu trabalho. O pedido de autorização ou acesso do investigador não deve alegar potenciais correcções de situações.

Bibliografia
Anderson,T.. Hanuka, H. (2003) "e-Research: Methods, Strategies and Issues".
Stake,R."A Arte da Investigação com Estudis de Caso". Lisboa. Fundação Calouste Gulbenkian
Bardin, L. (2008). Análise de Conteúdo. Lisboa: Edições 70. (Obra original publicada em 1977).

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Os dados em investigação educacional

Não há melhores ou piores métodos na recolha de dados em investigação educacional, mas métodos que se adequam ao objectivo proposto.

Este processo segue três polos cronológicos:
- uma fase inicial, que é a fase de organização propriamente dita – este momento inicial tem por objectivo sistematizar as primeiras ideias, apenas intuídas a partir da hipótese ou objectivo previamente definido - seguida da exploração do material e, por fim, o tratamento dos dados, posteriormente inferidos e interpretados pelo investigador.

Segundo , Bardin, estas fases seguem também elas finalidades que podem não estruturar uma ordem cronológica:
a) começa-se pela escolha dos documentos a submeter posteriormente à análise;
b) em seguida, formulam-se as hipótese e os objectivos;
c) tratamento e interpretação dos dados recolhidos.

Considera-se que estas fases não seguem necessariamente esta ordem cronológica, ainda que estejam entrelaçados, pois os objectivos podem ser definidos em função dos documentos disponíveis, ou os objectivos podem ser construídos em função das hipóteses, ou vice-versa.

Escolha dos documentos – começamos por uma leitura global dos documentos ( leitura flutuante), leitura essa que se vai tornando cada vez mais precisa, depois escolhem-se os documentos, demarcando um universo, que leve à constituição de um corpus. A selecção desse corpus pode ter em conta todos os elementos que o constituem, mas a análise pode ser feita pela amostra, porque os elementos devem ser homogéneos, com o objectivo de extrair resultados globais ou comparar dados individuais. Essses elementos devem ser pertinentes e ter como propósito a formulação de hipóteses ou objectivos. Dados estes passos , os indicadores são referenciados com vista à sua organização sistemática. Passa-se para um momento de organização e edição dos textos, que podem ser organizados para padrononização, classificação ou tratamento informático. Podem ser seleccionados diferentes métodos para a recolha das informações, da entrevista ao inquérito por questionário, da obsevação directa à entrevista com análise de conteúdo.

Formulam-se as hipótese e os objectivos – concluída a fase anterior, decorre a análise propriamente dita, fase longa e extenuante, aplicando sistematicamente as opções anteriormente tomadas.

Tratamento e interpretação dos dados recolhidos – para a validade e fiabilidade dos resultados obtidos contribuem estatísticas, diagramas, figuras ou modelos que permitem ao investigador inferir e depois interpretar.
Elaborado este enquadramento teórico, passaremos à análise da tese propriamente dita - análise da dissertação Neto, C. (2006). O papel da internet no processo de construção do conhecimento.


Bibliografia
Anderson,T.. Hanuka, H. (2003) "e-Research: Methods, Strategies and Issues".
Stake,R."A Arte da Investigação com Estudis de Caso". Lisboa. Fundação Calouste Gulbenkian
Bardin, L. (2008). Análise de Conteúdo. Lisboa: Edições 70. (Obra original publicada em 1977).

domingo, 1 de novembro de 2009

Análise de uma tese

Estes são alguns dos pontos do estudo de Ana Paula Alves em “E-Portefólio: Um estudo de caso” (Julho de 2007)

A tese centra-se na análise da implementação de e-portefólios numa turma de 9º ano, adoptando a plataforma Moodle , num contexto curricular relativo à disciplina de Matemática. Esta tese segue uma metodologia:

- estudo de caso;
- análise dos dados através do cruzamento de informação proveniente de diferentes fontes e diferentes instrumentos.

Apresenta também a revisão de literatura, enquadrada em três aspectos:
- “a contextualização das práticas do ensino-aprendizagem e das práticas de avaliação em Matemática escolar, em Portugal;
- a organização e implementação de programas de e-portefólios em Matemática escolar;
- o conhecimento das actuais potencialidades tecnológicas de sistemas de suporte à criação de portefólios e respectivas considerações, para a concepção de um ambiente de portefólios electrónicos em ambiente escolar.“

O estudo termina com a recomendação relativa à utilização da Moodle como tecnologia que viabiliza a implementação de e-portefólios, claramente vantajosos para as aprendizagens dos alunos e potenciadores de interacção de todos os intervenientes.

Apresentam-se, de seguida, alguns aspectos essenciais relativos à metodologia e processo seguidos pela autora:

- enquadrando a tese nos objectivos apontados no Plano Tecnológico, a autora parte da sua experiência profissional, decorrente da aplicação de e-portefólios, numa turma da qual era titular e, partindo dos constrangimentos encontrados anteriormente, pretendeu centrar-se no estudo de um caso;
- descreve e caracteriza os sujeitos “informantes”;
- uma parte importante da tese centra-se na revisão da literatura, no contexto escolar do ensino da Matemática em Portugal; nessa revisão da literatura aponta, nomeadamente, as normas a seguir numa avaliação exemplar em Matemática e princípios orientadores para a avaliação;
- após referência a dois grandes paradigmas de investigação educativa - o paradigma positivista e o paradigma interpretativo - , refere também a metodologia e a organização da investigação;
- o presente estudo segue um paradigma interpretativo em que a investigadora interpreta a realidade e segue um método indutivo, com uma visão sistemática e holística à medida que os dados emergem.

Análise das etapas iniciadas

Para quem “não sabe para onde vai, qualquer caminho serve”.

Para que a investigação chegue a bom porto, é necessário um ponto de partida definido, ainda que nem todas as investigações tenham de começar do mesmo ponto. Isto é, afigura-se-me imprescindível começar pela formulação do problema e pela explicitação clara dos objectivos. Para que o investigador trace o rumo a seguir, mesmo estando muito motivado para conseguir levar a cabo a sua missão, como aponta o Luís, precisa de estar consciente de que a investigação, para ser exequível e credível, tem de seguir os diferentes passos. A clareza da revisão da literatura é um momento importante.

Uma outra barreira em que as investigações muitas vezes tropeçam, encontrando dificuldades inultrapassáveis, é o momento relativo ao estudo no terreno, à recolha de dados, de informação, não tanto pelas dificuldades de caracterização da amostra, mas por falhas de previsão relativamente aos dados a recolher. Mesmo um investigador muito motivado pode encontrar obstáculos inultrapassáveis.

O que fazer?

As reflexões que deixámos nesta actividade inicial permitem equacionar alguns obstáculos que podemos encontrar, enquanto futuros investigadores. Todo o trabalho inicial de preparação da investigação deve ser feito pelo investigador, sob pena de não conseguir ter uma visão, nem holística, nem sistemática, ou produzir um estudo de validade reduzida ... perde tempo, motivação, porque, às vezes, parece que está cada vez mais longe do seu objectivo. Por fim, a divulgação do seu estudo , a replicabilidade das conclusões sugeridas pelo estudo do investigador, estão feridas na sua fiabilidade.