Para quem “não sabe para onde vai, qualquer caminho serve”.
Para que a investigação chegue a bom porto, é necessário um ponto de partida definido, ainda que nem todas as investigações tenham de começar do mesmo ponto. Isto é, afigura-se-me imprescindível começar pela formulação do problema e pela explicitação clara dos objectivos. Para que o investigador trace o rumo a seguir, mesmo estando muito motivado para conseguir levar a cabo a sua missão, como aponta o Luís, precisa de estar consciente de que a investigação, para ser exequível e credível, tem de seguir os diferentes passos. A clareza da revisão da literatura é um momento importante.
Uma outra barreira em que as investigações muitas vezes tropeçam, encontrando dificuldades inultrapassáveis, é o momento relativo ao estudo no terreno, à recolha de dados, de informação, não tanto pelas dificuldades de caracterização da amostra, mas por falhas de previsão relativamente aos dados a recolher. Mesmo um investigador muito motivado pode encontrar obstáculos inultrapassáveis.
O que fazer?
As reflexões que deixámos nesta actividade inicial permitem equacionar alguns obstáculos que podemos encontrar, enquanto futuros investigadores. Todo o trabalho inicial de preparação da investigação deve ser feito pelo investigador, sob pena de não conseguir ter uma visão, nem holística, nem sistemática, ou produzir um estudo de validade reduzida ... perde tempo, motivação, porque, às vezes, parece que está cada vez mais longe do seu objectivo. Por fim, a divulgação do seu estudo , a replicabilidade das conclusões sugeridas pelo estudo do investigador, estão feridas na sua fiabilidade.
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