Pesquisar neste blogue

Mostrar mensagens com a etiqueta tese. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta tese. Mostrar todas as mensagens

domingo, 15 de novembro de 2009

Análise da tese - Métodos de Recolha de dados

Análise de uma tese

O primeiro aspecto a analisar é o objectivo que se definiu para os questionários. Quanto ao objectivo que presidiu à elaboração e aplicação dos questionários, a autora remete para o Capítulo I, capítulo onde, no ponto 3, se indicam os quatro objectivos gerais do estudo e sua relação com os dois grupos alvo deste estudo. Posteriormente a autora indica dois grupos de objectivos: um grupo aberto e outro fechado, o primeiro sem ter pré-definidos quaisquer comportamentos observáveis nos alunos, obseváveis apenas reacções de entusiasmo ou de indiferença, enquanto que o segundo pretende descrever competências específicas definidas previamente pela docente, reveladas ou não nos trabalhos escritos apresentados pelos alunos.
Os questionários foram aplicados em escolas situadas nos distritos do Porto e de Bragança, para tornar possível uma comparação dos resultados obtidos junto de populações com estilos de vida diferentes, situações geográficas mais desfavoráveis, na dicotomia litoral/interior.
A amostra é identificada objectivamente, os critérios que presidiram à sua selecção também estão explícitos. A selecção das escolas obedeceu ao critério do interesse de professores em participar do estudo, de forma a viabilizar a aplicação dos inquéritos junto dos seus alunos ou junto de outros docentes, assim como a existência de computadores ligados à Internet ligados à escola. De seguida, a autora enuncia as escolas onde foram aplicados os questionários a 350 alunos e a 110 professores, não se efectuando a caracterização destes últimos dada a sua mobilidade profissional. A selecção das escolas dependeu também da existência de elos de comunicação com elementos dessas escolas, estando todos os questionários entregues no final do ano lectico 2004/2005. A faixa etária dos alunos situa-se entre os 13 e os 15 anos, frequentando o 8º ano. Caracteriza também o grupo dos alunos, em função da sua avaliação, no final do segundo período, em Língua Portuguesa.
A autora indica os passos que estiveram subjacentes à construção dos questionários e processo de validação prévia dos questionários. Faz referência à aplicação de dois questionários diferentes, um a ser aplicado aos alunos e outro aos professores, com questões de escolha múltipla e por perguntas fechadas. Para validação, a autora elaborou um versão inicial submetida à apreciação de 20 alunos e 10 professores. “As dificuldades, dúvidas e sugestões dos intervenientes permitiram corrigir aspectos de forma e conteúdo. Assim, foi reformulada a redacção das questões 11 e 12 e acrescentados tópicos às opções da pergunta 12.” acrescenta a autora relativamente ao processo de validação.
Quanto ao tratamento dos dados, a autora utilizou o programa Excel para tratamento estatístico dos dados.
No ponto seguinte, a autora passa à apresentação estatística dos dados, dando uma breve interpretação desses dados, por exemplo, na referência ao acesso à Internet, a autora indica que “ o facto de muitos alunos não possuírem ligação à Rede em casa obriga-os a recorrerem aos computadores da escola. No entanto, a obrigatoriedade de os professores leccionarem aulas de substituição restringiu o pouco tempo livre que os alunos dispunham para as actividades desta natureza”.

Continuamos a investigação sobre questionários online!

domingo, 1 de novembro de 2009

Análise de uma tese

Estes são alguns dos pontos do estudo de Ana Paula Alves em “E-Portefólio: Um estudo de caso” (Julho de 2007)

A tese centra-se na análise da implementação de e-portefólios numa turma de 9º ano, adoptando a plataforma Moodle , num contexto curricular relativo à disciplina de Matemática. Esta tese segue uma metodologia:

- estudo de caso;
- análise dos dados através do cruzamento de informação proveniente de diferentes fontes e diferentes instrumentos.

Apresenta também a revisão de literatura, enquadrada em três aspectos:
- “a contextualização das práticas do ensino-aprendizagem e das práticas de avaliação em Matemática escolar, em Portugal;
- a organização e implementação de programas de e-portefólios em Matemática escolar;
- o conhecimento das actuais potencialidades tecnológicas de sistemas de suporte à criação de portefólios e respectivas considerações, para a concepção de um ambiente de portefólios electrónicos em ambiente escolar.“

O estudo termina com a recomendação relativa à utilização da Moodle como tecnologia que viabiliza a implementação de e-portefólios, claramente vantajosos para as aprendizagens dos alunos e potenciadores de interacção de todos os intervenientes.

Apresentam-se, de seguida, alguns aspectos essenciais relativos à metodologia e processo seguidos pela autora:

- enquadrando a tese nos objectivos apontados no Plano Tecnológico, a autora parte da sua experiência profissional, decorrente da aplicação de e-portefólios, numa turma da qual era titular e, partindo dos constrangimentos encontrados anteriormente, pretendeu centrar-se no estudo de um caso;
- descreve e caracteriza os sujeitos “informantes”;
- uma parte importante da tese centra-se na revisão da literatura, no contexto escolar do ensino da Matemática em Portugal; nessa revisão da literatura aponta, nomeadamente, as normas a seguir numa avaliação exemplar em Matemática e princípios orientadores para a avaliação;
- após referência a dois grandes paradigmas de investigação educativa - o paradigma positivista e o paradigma interpretativo - , refere também a metodologia e a organização da investigação;
- o presente estudo segue um paradigma interpretativo em que a investigadora interpreta a realidade e segue um método indutivo, com uma visão sistemática e holística à medida que os dados emergem.

Análise das etapas iniciadas

Para quem “não sabe para onde vai, qualquer caminho serve”.

Para que a investigação chegue a bom porto, é necessário um ponto de partida definido, ainda que nem todas as investigações tenham de começar do mesmo ponto. Isto é, afigura-se-me imprescindível começar pela formulação do problema e pela explicitação clara dos objectivos. Para que o investigador trace o rumo a seguir, mesmo estando muito motivado para conseguir levar a cabo a sua missão, como aponta o Luís, precisa de estar consciente de que a investigação, para ser exequível e credível, tem de seguir os diferentes passos. A clareza da revisão da literatura é um momento importante.

Uma outra barreira em que as investigações muitas vezes tropeçam, encontrando dificuldades inultrapassáveis, é o momento relativo ao estudo no terreno, à recolha de dados, de informação, não tanto pelas dificuldades de caracterização da amostra, mas por falhas de previsão relativamente aos dados a recolher. Mesmo um investigador muito motivado pode encontrar obstáculos inultrapassáveis.

O que fazer?

As reflexões que deixámos nesta actividade inicial permitem equacionar alguns obstáculos que podemos encontrar, enquanto futuros investigadores. Todo o trabalho inicial de preparação da investigação deve ser feito pelo investigador, sob pena de não conseguir ter uma visão, nem holística, nem sistemática, ou produzir um estudo de validade reduzida ... perde tempo, motivação, porque, às vezes, parece que está cada vez mais longe do seu objectivo. Por fim, a divulgação do seu estudo , a replicabilidade das conclusões sugeridas pelo estudo do investigador, estão feridas na sua fiabilidade.