
Esta análise da minha entrevista é feita na sequência dos seguintes procedimentos:
- realização da entrevista e sua divulgação na plataforma;
- análise da entrevista, utilizando uma matriz de análise dos conteúdos;:
- fiabilidade intracodificadores – análise de conteúdo pelo colega Joaquim;
- análise do conteúdo da entrevista pela Professora Alda Pereira, incluindo ainda um interpretação da referida entrevista.
Aproveito para deixar um apontamento breve dos aspectos essenciais desta análise:
- o EaD surge referido como um recurso, também tive a mesma percepção e, ao associar o EaD com a telescola, a questão etária não será totalmente alheia;
- a percepção relativa à fiabilidade e credibilidade do EaD (ou à sua falta) é comum a muitos dos entrevistados, no caso da minha entrevista, o entrevistado, de alguma forma, interliga-o com vendas online ao referir : "Nunca necessitei. O mais próximo que estive foi ao telefone com um instrutor enquanto tentava entender um site da Elsevier. "
- num último ponto, a Rosalina refere que "Isto porque eu fiz a pergunta, mas, pela resposta (Acho que fazes bem.) achei que não deveria explorar mais. Fiquei com a sensação que o meu amigo não queria dizer mais do que já tinha dito. Pergunto-me se a presença física poderia ter provocado outro tipo de resposta... "; no entanto, no meu caso, não terá sido tanto a proximidade física que terá influenciado as respostas do final da entrevista, mas antes a proximidade afectiva do entrevistado comigo -"senti" alguma inibição do entrevistado ao expressar a sua opinião. A solução seria fazer uma segunda entrevista com a finalidade de esclarecer este aspecto;
- a interpretação da entrevista, esquematizando o seu conteúdo para ser mais visualizado mais facilmente, ajudou-me a clarificar as relações de conteúdo;
- na minha análise, que era substancialmente diferente da proposta de análise depois revista, estava longe, também da análise final apresentada pela Professora Alda Pereira, com balanço, diria que me faltou “esmiuçar”muitos dos pontos da entrevista, especialmente na parte final;

-L. Bardin refere que o investigador «tendo à sua disposição resultados significativos e fiéis, pode então propor inferências e adiantar interpretações a propósito dos objectivos previstos - ,ou que digam respeito a outra descobertas inesperadas. Por outro lado, os resultados obtidos, a confrontação sistemática com o material e o tipo de inferências alcançadas podem servir de base a uma outra análise disposta em torno de novas dimensões teóricas»(Ibidem, pp.127-128). Este tratamento dos dados, as inferências que se podem propor são resultado de um processo conplexo e moroso, no qual o tempo e distância em relação a essas mesmas inferências ajudam a apurar os resultados obtidos.
Bibliografia
Anderson,T.. Hanuka, H. (2003) "e-Research: Methods, Strategies and Issues".
Stake,R."A Arte da Investigação com Estudis de Caso". Lisboa. Fundação Calouste Gulbenkian
Bardin, L. (2008). Análise de Conteúdo. Lisboa: Edições 70. (Obra original publicada em 1977).



