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sábado, 27 de fevereiro de 2010

Análise da minha análise da entrevista




Esta análise da minha entrevista é feita na sequência dos seguintes procedimentos:
- realização da entrevista e sua divulgação na plataforma;
- análise da entrevista, utilizando uma matriz de análise dos conteúdos;:
- fiabilidade intracodificadores – análise de conteúdo pelo colega Joaquim;
- análise do conteúdo da entrevista pela Professora Alda Pereira, incluindo ainda um interpretação da referida entrevista.
Aproveito para deixar um apontamento breve dos aspectos essenciais desta análise:
- o EaD surge referido como um recurso, também tive a mesma percepção e, ao associar o EaD com a telescola, a questão etária não será totalmente alheia;
- a percepção relativa à fiabilidade e credibilidade do EaD (ou à sua falta) é comum a muitos dos entrevistados, no caso da minha entrevista, o entrevistado, de alguma forma, interliga-o com vendas online ao referir : "Nunca necessitei. O mais próximo que estive foi ao telefone com um instrutor enquanto tentava entender um site da Elsevier. "
- num último ponto, a Rosalina refere que "Isto porque eu fiz a pergunta, mas, pela resposta (Acho que fazes bem.) achei que não deveria explorar mais. Fiquei com a sensação que o meu amigo não queria dizer mais do que já tinha dito. Pergunto-me se a presença física poderia ter provocado outro tipo de resposta... "; no entanto, no meu caso, não terá sido tanto a proximidade física que terá influenciado as respostas do final da entrevista, mas antes a proximidade afectiva do entrevistado comigo -"senti" alguma inibição do entrevistado ao expressar a sua opinião. A solução seria fazer uma segunda entrevista com a finalidade de esclarecer este aspecto;
- a interpretação da entrevista, esquematizando o seu conteúdo para ser mais visualizado mais facilmente, ajudou-me a clarificar as relações de conteúdo;
- na minha análise, que era substancialmente diferente da proposta de análise depois revista, estava longe, também da análise final apresentada pela Professora Alda Pereira, com balanço, diria que me faltou “esmiuçar”muitos dos pontos da entrevista, especialmente na parte final;



-L. Bardin refere que o investigador «tendo à sua disposição resultados significativos e fiéis, pode então propor inferências e adiantar interpretações a propósito dos objectivos previstos - ,ou que digam respeito a outra descobertas inesperadas. Por outro lado, os resultados obtidos, a confrontação sistemática com o material e o tipo de inferências alcançadas podem servir de base a uma outra análise disposta em torno de novas dimensões teóricas»(Ibidem, pp.127-128). Este tratamento dos dados, as inferências que se podem propor são resultado de um processo conplexo e moroso, no qual o tempo e distância em relação a essas mesmas inferências ajudam a apurar os resultados obtidos.

Bibliografia
Anderson,T.. Hanuka, H. (2003) "e-Research: Methods, Strategies and Issues".
Stake,R."A Arte da Investigação com Estudis de Caso". Lisboa. Fundação Calouste Gulbenkian
Bardin, L. (2008). Análise de Conteúdo. Lisboa: Edições 70. (Obra original publicada em 1977).

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Balanço sobre a análise de conteúdo



O processo de análise de conteúdo da entrevista realizada não foi isento de dificuldades. Apesar das consultas realizadas, nomeadamente da leitura de teses em que o método foi utilizado, as dúvidas continuavam a surgir. Consultada a bibliografia recomendada, senti dificuldade em distinguir, logo no início, as unidades de contexto e de registo, até porque autores diversos nem sempre s~so consensuais.

Este é um processo delicado e esta análise do investigado deve estar distanciada no tempo por forma a “criar” distância da sua própria leitura e análise.

Como balanço final, acrescentaria que este é um processo que levantou algumas das questões com as quais nos iremos debater posteriormente, quando passarmos para o momento da elaboração da tese. Muitas das dúvidas e questões irão voltar a surgir, tal como agora. Mesmo iniciando esta análise pela leitura global da entrevista, não deixarão de voltar a aparecer dúvidas sobre as categorias, subcategorias, mas já temos a vantagem de ter uma experiência inicial, com uma entrevista a um amigo, analisada à luz de uma matriz de conteúdos.

Para terminar, fica o registo deste VoiceThread com as orientações preciosas da Professora Alda Pereira.


quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Realização da entrevista semi-estruturada



Decorreu, durante o mês de Dezembro, a elaboração do guião da entrevista semi-estruturada, actividade desenvolvida pelos alunos que constituem o corpo discente desta UC. A actividade foi muito participada por todos os elementos, tendo sido debatidas diversas linhas e perspectivas, nomeadamente:
- a estrutura da entrevista;
- dimensão do guião relativamente às questões e à tipologia de perguntas;
- selecção de entrevistados;
- ferramenta mais apropriada para concretizar a entrevista.
Neste momento, já seleccionei o meu entrevistado, informei sobre a finalidade desta entrevista, solicitei autorização para fazer o tratamento e divulgação de dados considerada necessária e estou, agora, a tratar da transcrição desta conversa" entre amigos".
Para a selecção do meu entrevistado, foram ponderados diferentes aspectos, a saber:
- disponibilidade do entrevistado para participar neste projecto - seria difícil recusar a participação, uma vez que foi um dos motores/alicerces que me incentivaram a inscrever neste Mestrado;
- formação académica do entrevistado, passível de transmitir uma visão particular, fundamentada e crítica sobre EaD;
- percurso profissional diversificado e rico, com contacto e experiência profissional do sector público ao privado, com formação académica ocorrida ao longo da vida, com algum conhecimento das novas tecnologias da informação e comunicação nas suas funcionalidades básicas.




A propósito da entrevista semi-estruturada, ficam aqui algumas notas sobre a obra "e-Research Methods, Strategies, and Issues" de Terry Anderson & Heather Kanuka:
- começar com o envio dos convites aos entrevistados;
- informar os entrevistados sobre o objectivo, contexto, detalhes sobre o estudo e a entrevista;
- linguagem apropriada, não ao estudo, mas aos destinatários linguagem directa, simples,objectiva, por vezes, mesmo afectuosa/cativante;
- para que a entrevista ganhe significado, deve ser precedida de uma conversa informal que facilite a comunicação;
- com o decorrer da entrevista, o e-investigador pode sentir necessidade de rever perguntas ou reestruturar as questões, de as reordenar ou introduzir questões novas;
- utilizar um técnica apropriada para a formulação das questões (pouco ambíguas, reduzindo a possibilidade do e-investigador ser mal interpretado ou mal compreendido, criando uma atmosfera de respeito pelas opiniões do entrevistado;
- colocar as perguntas mais sensíveis a meio da entrevista;
- na análise dos dados e do conteúdo, identificar palavras, ideias, conceitos recorrentes, estando o e-investigador consciente de que a sua investigação pode influenciar outros investigadores futuros.

Bibliografia
Anderson,T.. Hanuka, H. (2003) "e-Research: Methods, Strategies and Issues".
Stake,R."A Arte da Investigação com Estudis de Caso". Lisboa. Fundação Calouste Gulbenkian
Bardin, L. (2008). Análise de Conteúdo. Lisboa: Edições 70. (Obra original publicada em 1977).

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

A Entrevista VS O Questionário



Da comparação entre as características da entrevista e do questionário, resultam os seguintes dados.





Fonte:ver aqui.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Entrevista semi-estruturada



Uma apresentação sobre a entrevista semi-estruturada.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Uma apresentação sobre a entrevista.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

A Entrevista

O Processo de Recolha de Dados: a Entrevista

A entrevista é uma importante técnica de recolha de dados para o estudo da Acção Educativa. Pode revestir-se de diversas formas, sendo as mais comuns a entrevista individual ou a entrevista de grupo. As entrevistas também podem mediatizadas por computador ou por telefone. Podem ter uma duração breve ou muito longa, vários meses ou anos, mesmo. Para que a entrevista cumpra em plenitude a sua função, para além de confiança, é necessário que se gere empatia entre o entrevistador e o entrevistado.
As entrevistas podem ser desenvolvidas apenas entre duas pessoas ou no seio de um grupo, abranger um vasto número de temas, ou centrar-se somente num, tratar o tema em profundidade, ter uma estrutura de perguntas rígida ou não. Por exemplo, no caso qualitativo raramente se fazem as mesmas entrevistas a todos os entrevistados, porque se parte do princípio de que cada um tem experiências muito diferentes, ou mesmo únicas, para contar. Nestes casos, uma metodologia aconselhada será a da selecção de uma lista de questões a seguir, na orientação da entrevista, para que o inquirido saiba que há um objectivo pré-definido. Pretende-se um relato de uma experiência, uma explicação e não apenas uma resposta monossilábica. Este procedimento possibilita a comparação de experiências paralelas.

Nesta perspectiva, é válido realizar uma entrevista-piloto para antever dificuldades ou equívocos. O entrevistador, entre outros aspectos, deve:
- saber ouvir;
- fazer um registo da entrevista, gravando-a com o acordo do entrevistado;
- fazer perguntas periódicas de recapitulação; ainda que estas pareçam redundantes servem para confirmar, ou esclarecer, o que ficou dito.


Mas o mais importante não é fazer a mera transcrição ipsis verbis das palavras do entrevistado, mais importante é ser capaz de apreender o que realmente se queria dizer. A simples transcrição é, frequentemente, decepcionante para os entrevistados por causa da utilização de expressões menos felizes, que atraiçoam o que queriam transmitir.

Daí que se reafirme que uma importante qualidade do entrevistador é saber ouvir, reformular questões, pedir esclarecimentos, isto é, ter tempo para escutar.

Bibliografia
Anderson,T.. Hanuka, H. (2003) "e-Research: Methods, Strategies and Issues".
Stake,R."A Arte da Investigação com Estudis de Caso". Lisboa. Fundação Calouste Gulbenkian
Bardin, L. (2008). Análise de Conteúdo. Lisboa: Edições 70. (Obra original publicada em 1977).