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terça-feira, 2 de março de 2010

Balanço Final das Actividades



Como reflexão inicial, permita-se-me uma primeira referência: no início deste semestre, quando a Docente solicitou aos alunos que criassem um blogue para a UC de Métodos de Investigação em Contexto Online, houve alguma rejeição inicial da ideia. Os alunos pediram para integrar as mensagens no blogue já criado no início do Mestrado, com a etiqueta MICO. A Docente recomendou que cada aluno construísse o blogue para uso exclusivo desta UC e, neste momento em que faço uma retrospectiva do meu percurso, concordo com a adopção desta última perspectiva:
-torna mais claro, visível e transparente todo o processo de construção de conhecimento;
-se o estudante for organizado, se for construindo as mensagens de forma disciplinada, regular e constante, o processo de apresentação do e-portefólio revela-se o culminar de um caminho percorrido ao longo de vários meses, que é apresentado sem acréscimo de esforço, sem sobrecarga de trabalho para o aluno.
Nesta perspectiva, o blogue será também um suporte fundamental para o segundo ano, que agora se avizinha, e as definições que nele inscrevi foram pensadas já com a finalidade de organizarem a informação relativa à bibliografia lida, bibliografia online, recursos online, revistas online e instituições académicas. Assim, ser-me-á fácil ver ferramentas para realizar questionários online ou para fazer a análise de conteúdo, revendo facilmente as mensagens, os recursos, as aplicações ou as mensagens colocadas durante este semestre e nesta UC.

- Participação nas discussões realizadas em fóruns: participei nos fóruns que tiveram lugar no que diz respeito aos três temas “O Processo de Investigação”, “A Recolha de Dados” e “A Análise de Dados”. Participei com conhecimento dos temas, revelei atenção às mensagens dos colegas, procurei deixar mensagens éticas, que complementavam, esclareciam ou desenvolveriam temas abordados pelos outros colegas, num espírito de respeito e colaborativo.

- Auto-avaliação das contribuições pessoais no marcador social: deixei diversas contribuições ao longo do semestre, com a etiqueta LM. Os sites propostos enquadram-se nos temas que estivemos a estudar, e pretendiam contribuir para o trabalho do grupo e reflectir a pesquisa individual. Os estudos ou artigos são de instituições académicas reconhecidas ou de revistas online reconhecidas.

- Portefólio: o meu blogue é o reflexo das minhas pesquisas, da minha opinião sobre os diferentes temas, sobre os textos e sites consultados, e com alguns materiais que construí individualmente ou com a minha colega do grupo Encontros, Teresa Rafael, a saber:

- um Slideshare sobre o questionário como método de investigação– post de 23 de Novembro;
- um ISSUU sobre o uso de questionários como técnica de análise da dados-27 de Novembro.

Individualmente, também deixei os seguintes conteúdos publicados:
- um ISSUU sobre a entrevista semi-estruturada– post de 13 de Dezembro;
- um ISSU relativo à comparação entre a entrevista e o questionário– post de 1 de Janeiro;
- um Voicetrhead sobre análise de conteúdo, inserindo os meus comentários no PP apresentado pela Professora Alda Pereira– post de 21 de Fevereiro;
- um Slideshare sobre Bardin e a análise de conteúdo– post de 21 de Fevereiro;
- um YUDU sobre interacções online relativas a um caso português , temática em que tive mais dificuldade em encontrar bibliografia– post de 27 de Fevereiro;
- um YUDU sobre as interações discursivas– post de 1 de Março.
A inserção deste suportes, visualmente mais apelativos num blogue, vem espelhar as reflexões pessoais, sintetizadas através dos referidos objectos de aprendizagem.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Interacções discursivas I

Deixo um pequeno resumo que julgo seguir melhor as orientações. O artigo anterior analisava as interações, mas não focava o discurso produzido nesse âmbito. Esta temática revelou-se difícil de pesquisar por ter encontrado vários artigos que abordavam as interacções tutor/aprendente, mas sem se centrarem na análise do discurso.




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Artigo: Interações Discursivas: conflitos necessários à construção do conhecimento em
comunidades virtuais de aprendizagem (2008)de Cláudia Zank, Lourenço de Oliveira Basso e Liliana Maria Passerino.acedido em 1 de Março de 2010 [http://www.cinted.ufrgs.br/renote/dez2008/artigos/2c_claudia.pdf]


Introdução

Tomasello(2003) refere que interpretações diversas e de cariz conflituoso podem ser expressas pelos conteúdos semânticos do discurso. No caso das crianças, este autor aponta três discursos conflituosos:
-resolver opiniões discrepantes;
-tentar entender e reformular as partes de sua expressão linguística que os outros não conseguem entender;
-tentar entender e coordenar sua própria perspectiva e a do outro que está comentando essa perspectiva.
Para este autor, a utilização de símbolos linguísticos em interacções discursivas, que incluam contraste de perspectivas, colabora para que a criança construa representações cognitivas flexíveis e com diferentes visões, que dariam à cognição um poder singular.

Interação discursiva, conflito e construção do conhecimento em CVA


O presente trabalho foca duas comunidades virtuais de aprendizagem e analisou as interações discursivas de usuários em ferramentas de comunicação síncrona (chat) e assíncronas (e-mail e fórum).
O estudo foca recortes do discurso ou ocorrências discursivas que tiveram lugar nos diferentes tipos de comunicação já indicados e procura aplicar a tipologia do discurso conflituoso de Tomasello:
- interação discursiva de discordância – apontam-se exemplos de segmentos em que os interlocutores, numa discussão num fórum, têm conhecimentos diferentes do tema e a reacção de um dos sujeitos passa a ser um processo de construção
EX: cita-se, neste artigo, a forma como um dos intervenientes, no seu processo construtivo do conhecimento, começa por referir que “Vygotsky NUNCA usou o termo "ideologia” , para numa interacção posterior aceitar o conceito de ideologia e, por fim,aceitar o conceito e estabelecer outras relações;
- desta forma, no exemplo citado apara além de tentar resolver opiniões discrepantes, também reformulou a sua própria perspectiva;
- quando as discussões se dão de forma aberta, outros interlocutores podem tomar parte da interação discursiva e construir o seu próprio conhecimento, juntando-se à discussão do grupo;
- o sujeito é levado a (re)formular o seu próprio pensamento a partir da perspectiva do outro.