Deixo um pequeno resumo que julgo seguir melhor as orientações. O artigo anterior analisava as interações, mas não focava o discurso produzido nesse âmbito. Esta temática revelou-se difícil de pesquisar por ter encontrado vários artigos que abordavam as interacções tutor/aprendente, mas sem se centrarem na análise do discurso.
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Artigo: Interações Discursivas: conflitos necessários à construção do conhecimento em
comunidades virtuais de aprendizagem (2008)de Cláudia Zank, Lourenço de Oliveira Basso e Liliana Maria Passerino.acedido em 1 de Março de 2010 [http://www.cinted.ufrgs.br/renote/dez2008/artigos/2c_claudia.pdf]
Introdução
Tomasello(2003) refere que interpretações diversas e de cariz conflituoso podem ser expressas pelos conteúdos semânticos do discurso. No caso das crianças, este autor aponta três discursos conflituosos:
-resolver opiniões discrepantes;
-tentar entender e reformular as partes de sua expressão linguística que os outros não conseguem entender;
-tentar entender e coordenar sua própria perspectiva e a do outro que está comentando essa perspectiva.
Para este autor, a utilização de símbolos linguísticos em interacções discursivas, que incluam contraste de perspectivas, colabora para que a criança construa representações cognitivas flexíveis e com diferentes visões, que dariam à cognição um poder singular.
Interação discursiva, conflito e construção do conhecimento em CVA
O presente trabalho foca duas comunidades virtuais de aprendizagem e analisou as interações discursivas de usuários em ferramentas de comunicação síncrona (chat) e assíncronas (e-mail e fórum).
O estudo foca recortes do discurso ou ocorrências discursivas que tiveram lugar nos diferentes tipos de comunicação já indicados e procura aplicar a tipologia do discurso conflituoso de Tomasello:
- interação discursiva de discordância – apontam-se exemplos de segmentos em que os interlocutores, numa discussão num fórum, têm conhecimentos diferentes do tema e a reacção de um dos sujeitos passa a ser um processo de construção
EX: cita-se, neste artigo, a forma como um dos intervenientes, no seu processo construtivo do conhecimento, começa por referir que “Vygotsky NUNCA usou o termo "ideologia” , para numa interacção posterior aceitar o conceito de ideologia e, por fim,aceitar o conceito e estabelecer outras relações;
- desta forma, no exemplo citado apara além de tentar resolver opiniões discrepantes, também reformulou a sua própria perspectiva;
- quando as discussões se dão de forma aberta, outros interlocutores podem tomar parte da interação discursiva e construir o seu próprio conhecimento, juntando-se à discussão do grupo;
- o sujeito é levado a (re)formular o seu próprio pensamento a partir da perspectiva do outro.
segunda-feira, 1 de março de 2010
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Interacções online - I
Artigo:"Mediação Pedagógica Online: Análise Transversal de Ferramentas de Interação" de Jocelma Rios, Renê Pimentel e Bento D. Silva in IV Colóquio sobre Questões Curriculares - 2 a 4 de Setembro de 2008 UFSC, Brasil acedido em 27 de Fevereiro de 2010 em [http://repositorium.sdum.uminho.pt/handle/1822/10036]
Quando escolhi o artigo, tive em linha de conta que se centrava num AVA que me interessa – plataforma MOODLE – e utiliza como recurso o fórum. O contexto em que se centrou este estudo foi num Curso de Especialização Lato Sensu em Gestão Escolar, que foi promovido pela Universidade da Bahia. Numa fase inicial, envolveu dez universidades federais brasileiras, no âmbito do Programa Nacional Escola de Gestores da Educação Básica. Uma das finalidades do estudo apresentado centrou-se na interactividade entre os intervenientes, assim como o apoio dos professores e apoio dos alunos.
No meu resumo, irei centrar-me apenas nos pontos que se prendem mais directamente com o tema em questão.
1- Mediação Pedagógica na Educação Online
A introdução das TIC na educação trouxe novos desafios às escolas e a importância cada vez maior de redes sociais, do exercício da cidadania contextualizado numa visão diferente do quotidiano, dos valores e das crenças, formando cibercidadãos, mobilizou os professores para assumir papéis diferentes dos desempenhados até agora.
É num quadro com uma amplitude ainda maior do que aquele aqui traçado que o professor necessita de estar cada vez mais atento às interacções desenvolvidas em espaços escolares.
Este estudo cita Silva e Gomes (2003) e Gonzalez(2005), indicando um conjunto de recomendações relativas a uma experiência de trabalho colaborativo na Internet, das quais destaco apenas algumas:
-Conhecer melhor as percepções dos alunos em relação ao trabalho de grupo;
-Transmitir aos alunos a ideia que não seriam penalizados pela partilha de ideias e sugestões, mas antes beneficiados;
-Tomar medidas concretas no desenvolvimento do trabalho, nomeadamente, a definição de prazos-limite;
-Incluir nas actividades sujeitas à avaliação a relevância das mensagens enviadas para o fórum;
-Incentivar a organização do tempo disponível para as actividades propostas, distribuindo-o entre leituras, pesquisas e tarefas;
-Estimular a discussão sobre os temas abordados com outros colegas;
-Orientar no uso de técnicas de resumo.
Estas recomendações exigem um professor que irá mediar as participações de forma criativa, disciplinada e colaborativa.
2- AVA Moodle
De entre os diferentes AVA, este tem sido um dos mais utilizados tanto nas escolas públicas do ensino básico e secundário e, sobretudo, nas universidades. De entre as diversas vantagens, esta plataforma propicia a aplicação de estratégias pedagógicas de cariz construtivista, promovendo a autonomia e a interacção.
3- Fóruns: interacção assíncrona
Um dos desafios que se colocam ao professor nos cursos online é promover uma participação activa, orientada e que seja catalizadora duma reflexão colectiva. Por isso, devem ser conhecidas por todos as regras que definem essa participação e o que se espera das discussões online.
Esta pesquisa avalia a dimensão da interactividade dos intervenientes, concluindo que a actuação e interactividade do mesmo professor, em turmas diversas, nem sempre é avaliada da mesma forma.
Algumas das conclusões do estudo são as seguintes:
- a percepção do que é uma boa interactividade é um conceito complexo e nem sempre consensual;
- um factor destacado é a disponibilidade do professor num curso online.
Existem também aspectos que contribuem negativamente para as interacções de um curso online:
- a dimensão do grupo (os grupos muito grandes são frequentes) dificulta o acompanhamento adequado por parte do professor, e a compreensão das discussões em fóruns e/ou chats, por parte dos próprios aprendentes;
-a escassez de encontros presenciais dificulta o estabelecimento das relações interpessoais;
-a interação online, concentrada exclusivamente na mediação pedagógica realizada pelo professor, pode não ser suficiente para promover a participação do aprendente;
-a pouca disponibilidade online do professor, muitas vezes pelo pensamento equivocado de que o estudante deve ser autónomo, dificulta a efectivação de uma comunidade de aprendizagem e, muitas vezes, estimula a evasão;
-a falsa expectativa que o curso online é mais fácil, ou menos rigoroso, que o curso presencial, faz com que muitos estudantes abandonem os cursos.
Quando escolhi o artigo, tive em linha de conta que se centrava num AVA que me interessa – plataforma MOODLE – e utiliza como recurso o fórum. O contexto em que se centrou este estudo foi num Curso de Especialização Lato Sensu em Gestão Escolar, que foi promovido pela Universidade da Bahia. Numa fase inicial, envolveu dez universidades federais brasileiras, no âmbito do Programa Nacional Escola de Gestores da Educação Básica. Uma das finalidades do estudo apresentado centrou-se na interactividade entre os intervenientes, assim como o apoio dos professores e apoio dos alunos.
No meu resumo, irei centrar-me apenas nos pontos que se prendem mais directamente com o tema em questão.
1- Mediação Pedagógica na Educação Online
A introdução das TIC na educação trouxe novos desafios às escolas e a importância cada vez maior de redes sociais, do exercício da cidadania contextualizado numa visão diferente do quotidiano, dos valores e das crenças, formando cibercidadãos, mobilizou os professores para assumir papéis diferentes dos desempenhados até agora.
É num quadro com uma amplitude ainda maior do que aquele aqui traçado que o professor necessita de estar cada vez mais atento às interacções desenvolvidas em espaços escolares.
Este estudo cita Silva e Gomes (2003) e Gonzalez(2005), indicando um conjunto de recomendações relativas a uma experiência de trabalho colaborativo na Internet, das quais destaco apenas algumas:
-Conhecer melhor as percepções dos alunos em relação ao trabalho de grupo;
-Transmitir aos alunos a ideia que não seriam penalizados pela partilha de ideias e sugestões, mas antes beneficiados;
-Tomar medidas concretas no desenvolvimento do trabalho, nomeadamente, a definição de prazos-limite;
-Incluir nas actividades sujeitas à avaliação a relevância das mensagens enviadas para o fórum;
-Incentivar a organização do tempo disponível para as actividades propostas, distribuindo-o entre leituras, pesquisas e tarefas;
-Estimular a discussão sobre os temas abordados com outros colegas;
-Orientar no uso de técnicas de resumo.
Estas recomendações exigem um professor que irá mediar as participações de forma criativa, disciplinada e colaborativa.
2- AVA Moodle
De entre os diferentes AVA, este tem sido um dos mais utilizados tanto nas escolas públicas do ensino básico e secundário e, sobretudo, nas universidades. De entre as diversas vantagens, esta plataforma propicia a aplicação de estratégias pedagógicas de cariz construtivista, promovendo a autonomia e a interacção.
3- Fóruns: interacção assíncrona
Um dos desafios que se colocam ao professor nos cursos online é promover uma participação activa, orientada e que seja catalizadora duma reflexão colectiva. Por isso, devem ser conhecidas por todos as regras que definem essa participação e o que se espera das discussões online.
Esta pesquisa avalia a dimensão da interactividade dos intervenientes, concluindo que a actuação e interactividade do mesmo professor, em turmas diversas, nem sempre é avaliada da mesma forma.
Algumas das conclusões do estudo são as seguintes:
- a percepção do que é uma boa interactividade é um conceito complexo e nem sempre consensual;
- um factor destacado é a disponibilidade do professor num curso online.
Existem também aspectos que contribuem negativamente para as interacções de um curso online:
- a dimensão do grupo (os grupos muito grandes são frequentes) dificulta o acompanhamento adequado por parte do professor, e a compreensão das discussões em fóruns e/ou chats, por parte dos próprios aprendentes;
-a escassez de encontros presenciais dificulta o estabelecimento das relações interpessoais;
-a interação online, concentrada exclusivamente na mediação pedagógica realizada pelo professor, pode não ser suficiente para promover a participação do aprendente;
-a pouca disponibilidade online do professor, muitas vezes pelo pensamento equivocado de que o estudante deve ser autónomo, dificulta a efectivação de uma comunidade de aprendizagem e, muitas vezes, estimula a evasão;
-a falsa expectativa que o curso online é mais fácil, ou menos rigoroso, que o curso presencial, faz com que muitos estudantes abandonem os cursos.
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Análise da minha análise da entrevista

Esta análise da minha entrevista é feita na sequência dos seguintes procedimentos:
- realização da entrevista e sua divulgação na plataforma;
- análise da entrevista, utilizando uma matriz de análise dos conteúdos;:
- fiabilidade intracodificadores – análise de conteúdo pelo colega Joaquim;
- análise do conteúdo da entrevista pela Professora Alda Pereira, incluindo ainda um interpretação da referida entrevista.
Aproveito para deixar um apontamento breve dos aspectos essenciais desta análise:
- o EaD surge referido como um recurso, também tive a mesma percepção e, ao associar o EaD com a telescola, a questão etária não será totalmente alheia;
- a percepção relativa à fiabilidade e credibilidade do EaD (ou à sua falta) é comum a muitos dos entrevistados, no caso da minha entrevista, o entrevistado, de alguma forma, interliga-o com vendas online ao referir : "Nunca necessitei. O mais próximo que estive foi ao telefone com um instrutor enquanto tentava entender um site da Elsevier. "
- num último ponto, a Rosalina refere que "Isto porque eu fiz a pergunta, mas, pela resposta (Acho que fazes bem.) achei que não deveria explorar mais. Fiquei com a sensação que o meu amigo não queria dizer mais do que já tinha dito. Pergunto-me se a presença física poderia ter provocado outro tipo de resposta... "; no entanto, no meu caso, não terá sido tanto a proximidade física que terá influenciado as respostas do final da entrevista, mas antes a proximidade afectiva do entrevistado comigo -"senti" alguma inibição do entrevistado ao expressar a sua opinião. A solução seria fazer uma segunda entrevista com a finalidade de esclarecer este aspecto;
- a interpretação da entrevista, esquematizando o seu conteúdo para ser mais visualizado mais facilmente, ajudou-me a clarificar as relações de conteúdo;
- na minha análise, que era substancialmente diferente da proposta de análise depois revista, estava longe, também da análise final apresentada pela Professora Alda Pereira, com balanço, diria que me faltou “esmiuçar”muitos dos pontos da entrevista, especialmente na parte final;

-L. Bardin refere que o investigador «tendo à sua disposição resultados significativos e fiéis, pode então propor inferências e adiantar interpretações a propósito dos objectivos previstos - ,ou que digam respeito a outra descobertas inesperadas. Por outro lado, os resultados obtidos, a confrontação sistemática com o material e o tipo de inferências alcançadas podem servir de base a uma outra análise disposta em torno de novas dimensões teóricas»(Ibidem, pp.127-128). Este tratamento dos dados, as inferências que se podem propor são resultado de um processo conplexo e moroso, no qual o tempo e distância em relação a essas mesmas inferências ajudam a apurar os resultados obtidos.
Bibliografia
Anderson,T.. Hanuka, H. (2003) "e-Research: Methods, Strategies and Issues".
Stake,R."A Arte da Investigação com Estudis de Caso". Lisboa. Fundação Calouste Gulbenkian
Bardin, L. (2008). Análise de Conteúdo. Lisboa: Edições 70. (Obra original publicada em 1977).
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Interacções online

A propósito do tema interacções online, encontrei um blogue de Fernando Pimentel com referência ao tema e a uma tese recente.
O crescimento e as especificidades da EAD no Brasil têm promovido uma série de singularidades sobre a formação da equipe que elabora e desenvolve os cursos. A presença do tutor, apesar de ser questionada por vários estudiosos da área, apresenta-se como necessária para o desenvolvimento dos cursos, e os estudos sobre a sua participação no processo de ensino-aprendizagem visam analisar suas funções em acompanhamento ao aluno e têm como princípio as interações que realiza no Ambiente Virtual de Aprendizagem. Esta pesquisa analisa como as interacções entre o tutor e o aluno nos fóruns de discussão, realizados em um AVA, contribuem de forma significativa para o desenvolvimento cognitivo do aluno.
Os estudos acerca das interacções, de suas formas e tipos podem não só contribuir para o entendimento das funções do tutor na EAD mas também desta modalidade de ensino, em franca expansão.
A metodologia utilizada para a realização desta pesquisa qualitativa online foi o estudo de caso e envolveu duas fontes de dados: leitura com análise e categorização dos registros dos tutores nos fóruns de discussão nas disciplinas escolhidas e observação direta das interações dos tutores nos fóruns de discussão presentes no Moodle Ufal.
A pesquisa foi desenvolvida a partir de levantamento de dados bibliográficos e webgráficos, coleta de dados, tabulação e análise dos dados. Os resultados encontrados apontam que os tutores usam vários tipos de interacção, nem todos favoráveis para o processo; aponta também para uma interacção mútua e colaborativa como as mais indicadas para a atuacção do tutor no processo ensino-aprendizagem, acompanhando os alunos e conduzindo-os a uma participação mais efectiva.
Ainda enquadrado neste tema, deixo uma apresentação do trabalho intitulado "Estratégia de interação on-line: um estudo no contexto de falantes da língua portuguesa de Portugal" de Querte Mehlecke, Liane Tarouco, Margarete Axt, Alda Pereira e Janete Costa.(2006). acedido em 27 de Fevereiro de 2010 em [http://www.blogger.com/post-edit.g?blogID=7554161445523148553&postID=1151930738776023510]
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domingo, 21 de fevereiro de 2010
Balanço sobre a análise de conteúdo
AnáLise Do ConteúDo Slides
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O processo de análise de conteúdo da entrevista realizada não foi isento de dificuldades. Apesar das consultas realizadas, nomeadamente da leitura de teses em que o método foi utilizado, as dúvidas continuavam a surgir. Consultada a bibliografia recomendada, senti dificuldade em distinguir, logo no início, as unidades de contexto e de registo, até porque autores diversos nem sempre s~so consensuais.
Este é um processo delicado e esta análise do investigado deve estar distanciada no tempo por forma a “criar” distância da sua própria leitura e análise.
Como balanço final, acrescentaria que este é um processo que levantou algumas das questões com as quais nos iremos debater posteriormente, quando passarmos para o momento da elaboração da tese. Muitas das dúvidas e questões irão voltar a surgir, tal como agora. Mesmo iniciando esta análise pela leitura global da entrevista, não deixarão de voltar a aparecer dúvidas sobre as categorias, subcategorias, mas já temos a vantagem de ter uma experiência inicial, com uma entrevista a um amigo, analisada à luz de uma matriz de conteúdos.
Para terminar, fica o registo deste VoiceThread com as orientações preciosas da Professora Alda Pereira.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Realização da entrevista semi-estruturada

Decorreu, durante o mês de Dezembro, a elaboração do guião da entrevista semi-estruturada, actividade desenvolvida pelos alunos que constituem o corpo discente desta UC. A actividade foi muito participada por todos os elementos, tendo sido debatidas diversas linhas e perspectivas, nomeadamente:
- a estrutura da entrevista;
- dimensão do guião relativamente às questões e à tipologia de perguntas;
- selecção de entrevistados;
- ferramenta mais apropriada para concretizar a entrevista.
Neste momento, já seleccionei o meu entrevistado, informei sobre a finalidade desta entrevista, solicitei autorização para fazer o tratamento e divulgação de dados considerada necessária e estou, agora, a tratar da transcrição desta conversa" entre amigos".
Para a selecção do meu entrevistado, foram ponderados diferentes aspectos, a saber:
- disponibilidade do entrevistado para participar neste projecto - seria difícil recusar a participação, uma vez que foi um dos motores/alicerces que me incentivaram a inscrever neste Mestrado;
- formação académica do entrevistado, passível de transmitir uma visão particular, fundamentada e crítica sobre EaD;
- percurso profissional diversificado e rico, com contacto e experiência profissional do sector público ao privado, com formação académica ocorrida ao longo da vida, com algum conhecimento das novas tecnologias da informação e comunicação nas suas funcionalidades básicas.

A propósito da entrevista semi-estruturada, ficam aqui algumas notas sobre a obra "e-Research Methods, Strategies, and Issues" de Terry Anderson & Heather Kanuka:
- começar com o envio dos convites aos entrevistados;
- informar os entrevistados sobre o objectivo, contexto, detalhes sobre o estudo e a entrevista;
- linguagem apropriada, não ao estudo, mas aos destinatários linguagem directa, simples,objectiva, por vezes, mesmo afectuosa/cativante;
- para que a entrevista ganhe significado, deve ser precedida de uma conversa informal que facilite a comunicação;
- com o decorrer da entrevista, o e-investigador pode sentir necessidade de rever perguntas ou reestruturar as questões, de as reordenar ou introduzir questões novas;
- utilizar um técnica apropriada para a formulação das questões (pouco ambíguas, reduzindo a possibilidade do e-investigador ser mal interpretado ou mal compreendido, criando uma atmosfera de respeito pelas opiniões do entrevistado;
- colocar as perguntas mais sensíveis a meio da entrevista;
- na análise dos dados e do conteúdo, identificar palavras, ideias, conceitos recorrentes, estando o e-investigador consciente de que a sua investigação pode influenciar outros investigadores futuros.
Bibliografia
Anderson,T.. Hanuka, H. (2003) "e-Research: Methods, Strategies and Issues".
Stake,R."A Arte da Investigação com Estudis de Caso". Lisboa. Fundação Calouste Gulbenkian
Bardin, L. (2008). Análise de Conteúdo. Lisboa: Edições 70. (Obra original publicada em 1977).
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
A Entrevista VS O Questionário
Da comparação entre as características da entrevista e do questionário, resultam os seguintes dados.
Fonte:ver aqui.
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